Análises
21 de agosto de 2004

Jornalismo consciente

De Manoela Meyer Estou encantada com o site!Faço Ecologia na Unesp de Rio Claro, em São Paulo.Mas a minha ambição de atuação é me especializar em jornalismo, e, aocontrário de muitos cientistas, não ficar retida em um círculo vicioso dejornalistas/cientistas que só escrevem para outros cientistas.O que é isso? Ultrapassar essa barreira é complicado, quando se estáconstantemente rodeada por pessoas especialistas, e não leigos, noassunto.Espero, sinceramente, que os ideais e as idéias do grupo de "O Eco" não serestrinjam.Alcancem principalmente aqueles que nem sequer supõem que existam essesconhecimentos. Por que a eles não falta interesse!Se precisarem de contribuição, podem contar comigo!

PorRedação 98gaming slots online
21 de agosto de 2004
Notícias
20 de agosto de 2004

Pesquisa a fogo

Começou em 16 de agosto um projeto que vai dar o que falar. Apresenta-se sob o argumento de que é preciso estudar o processo de “savanização” da área de transição entre o Cerrado e a Amazônia, devastada pelas queimadas. A savanização é o irreversível empobrecimento da biodiversidade nessa região. O Projeto Savanização consiste em realizar “grandes incêndios experimentais” em 300 hectares de floresta em Mato Grosso, para acelerar o processo de degradação ambiental e permitir que os pesquisadores avaliem o efeito do fogo sobre a fauna e a flora e estimem a resistência da floresta a futuros incêndios. Serão seis anos de “queimadas experimentais”. A floresta a ser sacrificada localiza-se na Fazenda Tanguro, propriedade de Blairo Maggi, governador de Mato Grosso e maior produtor de soja do país. A lista de parceiros do Projeto Savanização inclui o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o Woods Hole Research Center, INPE/CPTEC, Universidade de Brasília, Universidade Federal de Mato Grosso, Yale University, Stanford University e o US Forest Service.

PorManoel Francisco Brito
20 de agosto de 2004
Reportagens
20 de agosto de 2004

Notícias do Oiapoque

Conservação Internacional promove expedições científicas ao Corredor da Biodiversidade no Amapá. O menor estado da Amazônia ainda está praticamente intocado.

PorLorenzo Aldé
20 de agosto de 2004
Reportagens
20 de agosto de 2004

Chumbo novo

O chumbo, material indestrutível e principal fonte de contaminação de rios e lagos brasileiros, ganha uma versão alternativa, ecologicamente correta

PorCarolina Mourão
20 de agosto de 2004
Notícias
20 de agosto de 2004

Monoclimática

Uma notícia que aposta no alarme. A Agência Européia do Meio Ambiente diz que a Europa será o primeiro continente a sofrer os piores efeitos do aquecimento do planeta. Lá para 2080, por exemplo, a previsão é que ela esteja assim com um clima mais brasileiro, registra O Globo (gratuito, pede cadastro). Sem inverno, só com verão. A leitura da reportagem é rápida.

PorManoel Francisco Brito
20 de agosto de 2004
Notícias
20 de agosto de 2004

Vitória das máquinas

O The New York Times (gratuito, pede cadastro) registra mais um capítulo de uma das mais renhidas disputas na questão do meio ambiente: se máquinas devem ou não ter acesso a áreas de preservação. Nesse momento, ela tem um ringue nobilérrimo, o Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. E no último round, as máquinas saíram ganhando. O Serviço Nacional de Parques decidiu ontem permitir por um prazo de 3 anos que snowmobiles, híbridos de trator e motocicleta barulhentíssimos, específicos para deslizar sobre a neve, poderão freqüentar o ecossistema de Yellowstone. Só precisam respeitar um limite de 750 snowmobiles por dia no interior do Parque. O número está arrepiando os cabelos de muitos ambientalistas. A reportagem leva 5 minutos para ser lida.

PorManoel Francisco Brito
20 de agosto de 2004
Notícias
20 de agosto de 2004

Tempestade de jipes

O Guardian (gratuito) traz reportagem informando que as tempestades de areia originadas no deserto do Saara multiplicaram-se por dez nos últimos 50 anos. A causa, dizem pesquisadores da Universidade de Oxford, parece difícil de acreditar. Reclamam da Toyotização do Saara, termo usado para descrever o aumento desproporcional no uso de jipes como veículo numa determinada região. Hoje, no Saara, nem os nômades querem mais usar camêlos. Os animais foram substituídos por possantes 4 x 4. Os acadêmicos dizem que o peso dos jipes destruiu fina camada sobre a areia do deserto que a protegia da ação dos ventos. Qualquer brisa, atualmente, quase sempre acaba em tempestade.

PorManoel Francisco Brito
20 de agosto de 2004